28 de set. de 2008

Quando Litha aprendeu a sorrir


Menina, teu sorriso trazia a

fonte de alegria

fonte de criatividade

fonte de intuição

fonte de cuidados

hoje traz apenas a promessa de morte.

25 de fev. de 2008

A História da Menina da Lua

A Menina da Lua

1

Forjada entre frágeis Flores e a força

do Fogo...

Foi uma semente ingênua no solo triste

da vida. Recusava-se a voltar a este mundo.

O Medo era sua companhia antes mesmo

de nascer.

E quase que surgindo... Nasceu.

Logo regeitou os seios da genitora,

como quem prova sua independência,

sua liberdade.

O selo. ah! o selo não é para todos...

Mas veio marca. O selo. Ah! O selo não é para todos...

Mas a bruxinha fora marcada, marca invissível aos olhos.

Criança que não ria até três meses de idade e, principalmente para a mãe.

Não se arrastou, nem engatinhou como

toda criança faz. Aos nove meses

fica em pé na lama e com as botinhas

pesadas sai andando.

E cresceu brincando com as

joaninhas e comendo os trevos

do jardim da casa da tia.

Em meio as máscaras da família

e engolindo a conturbada sociedade

de teorias behavioristas e um sistema

de repressão sobram as cobranças

e as punições psicológicas.

Restava apenas ftrancar-se num mundo a parte, um mundo com personagens vistos apenas por ela e assim cresceu recebendo a energia do Sol e principalmente o conhecimento da Lua, calada, diferente de todos.

Porém com uma sabedoria singular. uma beleza pura e nua,

As sequelas,,, viriam depois.

Always Holding a Dream.

Aprendeu muito com a natureza,

e infelizmente sonhou como toda jovem

Sabia que era marcada,

seus conhecimentos e beleza interior ...

deveria servir apenas para ensinar,

nunca iria usufruir dos seus dons.

Até que tentou. viver como todo mundo.. Alguns dizem,

ainda hoje, que ela conseguiu...

Mas a inconstância da vida

a fazia sofrer... A vida dá e tira

mantendo as pessoas numa constante escravidão

e essa constância não a fascinava.

E mesmo sofrendo nunca se recusou ajudar aqueles, cuja tristeza era invissível aos olhos simplesmente humanos, olhos estes incapazes de detectar e muito menos compreender a dor de uma alma.

Segundo comentários dos seres decaidos, ela fazia isso com maestria.

Talvez por isso mesmo não era compreedida neste mundo, onde só a caridade esmolada é a bem-vinda. E ela... ela não gostava e não fazia "caridades" . Não acreditava que alguém sentado num trono dourado iria punir por isso. porém uma grande punição aconteceria se alguém perdesse a chance de amar com a alma. O amor além da esmola, o amor que te faz dançar, permitindo ao outro dançar contigo num nível delicioso de igualdade .

O mundo gosta de manter a desigualdade, a competição, o individualismo e isso era pequeno demais para aquela bruxinha. E a Bruxa na sua impotência desejou um pouquinho de cicuta... .

Não aguentou a injustiça, a deslealdade, a hipocresia, preferiu a floresta para tentar se recuperar, mas depois de experimentar a convivência social queria ser amada como todo mundo.

O vazio a invadiu, mesmo tendo a Lua de companheira.

Tentou por muito tempo ... tudo que podia. então, resolveu não lutar contra uma sociedade tão impregnada de dogmas e vícios de poder e submissão, como lutaria com pessoas queridas. Que fel amargo, tão cruel.

Seu algoz conseguiu sugar-lhe a alma e seu corpo não mais se sustentava...

Restava desnudar-se de sua vida e, assim como nasceu deveria morrer... .

A Rosa que outrora nascera, foi ferida e abandonada até secar, assim foi , assim se fez.

Enquanto agonizava relembrou do velho ensinamento tão pouco assimilado:

"Uns odores são mais voláteis que outros - Quem oferece rosas impregna as mãos de perfume... Mas e as tuas mãos exalará o cheiro por muito mas tempo pois o sangue demora ...

... Que fizestes com tuas mãos? Este odor não é tão volátil..."


A Bruxa que aceitou, por cortesia ser chamada de "professora". Porque ensinar para ela era o ato maior e mais altruísta que podia realizar neste mundo, guiar pessoas nas áreas inimagináveis, bem além dos conhecimentos escolares, Era sua missão . No entanto, a Bruxa falhou, era forte como fogo, mas frágil como uma flor, frágil demais para sozinha enfrentar o sistema. Seu brilho emanava da união entre o Sol e a Lua mas foi maculado pela deslealdade humana. Perdeu suas raizes, elas foram brutalmente arrancada. . Secou e Morreu.